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Cauim (ou Anchieta Não Morreu)

O teatro de Anchieta em confronto com a colonização cultural

Criação

Arte de divulgação de Cauim (ou Anchieta Não Morreu), realização da Fractal Plataforma Artística apresentada no Cultura em Rede Araraquara, 2021.

Cauim (ou Anchieta Não Morreu) parte de Auto Representado na Festa de São Lourenço, de José de Anchieta, para investigar criticamente o papel do teatro na catequização dos povos indígenas e na imposição de valores europeus durante a colonização brasileira. A criação confronta a dramaturgia colonial com outras perspectivas sobre a história, a cultura e os processos de dominação, estabelecendo conexões entre o passado e suas permanências no presente.


Na construção audiovisual, atuação, documentos, imagens históricas e elementos performativos se articulam por meio da montagem. O fogo atravessa essa investigação como elemento simbólico: espaço de encontro e expressão cultural, imagem do martírio de São Lourenço e representação do inferno na tradição cristã. A obra explora essas contradições para refletir sobre as relações entre linguagem, memória, poder e território.


Irail Rezende interpreta o Padre e participa da realização, codireção, produção e edição. Rodolfo Groppo, que interpreta o indígena, compartilha a realização e a codireção, além de assinar o roteiro e a dramaturgia. Desenvolvido pela Fractal Plataforma Artística, o trabalho integrou a programação do Cultura em Rede Araraquara, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e FUNDART, em 2021.

© Irail Rezende

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