top of page

Daqui Eu Vejo a Paisagem

Cartas, corpo e cidade: uma dramaturgia de futuros possíveis

Criação

Irail Rezende em Daqui Eu Vejo a Paisagem.

Daqui Eu Vejo a Paisagem tem origem em uma pesquisa teatral iniciada em 2015, no Coletivo Rabodecavalo, em torno das promessas, dos pactos e da força da palavra. Desenvolvida inicialmente sob o título Promete que Jura?, a investigação passou por experimentações cênicas e propostas de montagem que permaneceram inacabadas.


Em 2020, diante da interrupção das atividades presenciais, Irail Rezende retomou essa pesquisa e a transformou em uma criação audiovisual. O projeto Comunicando Futuros, contemplado pelo edital municipal Cultura em Rede, de Araraquara, viabilizou uma nova etapa de criação. Em colaboração com Rodolfo Groppo, Irail desenvolveu um dispositivo de correspondências, convidando pessoas a escrever cartas sobre suas experiências, promessas e perspectivas de futuro. Os relatos recebidos passaram a dialogar com depoimentos, ações performáticas e imagens construídas durante o isolamento.


Nesse processo, o apartamento tornou-se espaço de experimentação cênica. Janelas, portas e sacada estabelecem relações entre o corpo e a cidade, entre a intimidade e o coletivo. Cruzando teatro, dança e audiovisual, a obra articula vozes, cartas, sons cotidianos e imagens sobrepostas para investigar a relação entre as promessas que fazemos e os futuros que podemos construir.


A pesquisa atravessou diferentes versões e montagens até se consolidar no filme Daqui Eu Vejo a Paisagem, de Irail Rezende e Rodolfo Groppo, com realização da Fractal Plataforma Artística.

© Irail Rezende

bottom of page